Show gravado ao vivo no Metropolitan,Rio de Janeiro em Setembro de 1995.Um show mescla em um repertório "fino", cantado em português e espanhol,num show que ele quis unir a cultura da América do Sul, como "Haiti", que ele relata um drama das famílias haitianas.
O show tinha cenário com "coisas" da América do Sul, e a diferença entre as misturas das raças na América do Sul. O show foi lançado em CD e VHS no ano de 1995, e re-lançado em DVD e CD no ano de 2005 (10 anos depois). O Show é belíssimo,o repertório não é conhecido,mas tem uma "finesa" interior belíssima.
1. O Samba E O Tango
2. Pecado
3. Lamento Borincano
4. Capullito De Alelí
5. Un Vestido Y Un Amor
6. Fina Estampa
7. Cucurrucucú Paloma
8. Vuelvo Al Sur
9. Haiti
10. Ay, Amor!
11. Canção De Amor
12. Luna Rossa
13. Lábios Que Beijei
14. Você Esteve Com Meu Bem?
15. Chega De Saudade
16. O Leãozinho
17. Pulsar
18. Recuerdo De Ypacarai
19. Itapuã
20. Soy Loco Por Ti, América
21. Tonada De Luna Llena
22. Rumba Azul
Áudio do show que Caetano fez no Teatro Carlos Gomes,ele quis fazer um show para dançar, o nome "Bicho",pois o show é o show do seu disco anterior "Bicho" (Philips,1977),que dá entender que o Caetano é o próprio bicho, e tem um tom mais fechado, por isso Caetano falou com o líder da Banda Black Rio,querendo fazer um show "Bicho",mais animado, por isso "Bicho Baile Show" (Meados de 1977 e 1978).
A Resenha deste espetáculoé quase todas as músicas tem um espaço instrumental como se fosse para dançar,algo assim. Começar com "Odara" (Instrumental) , depois Caetano canta a própria, e ainda tem mais um espaço de instrumental. O ponto alto do show é quando Caetano emenda três clássicos : "Maria Fumaça/Baião/Caminho da Roça" (Oberdan/Barroso - Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira - Oberdan/Barroso) .
A nota de Caetano Sobre o show "Bicho" em julho/1977, matéria da Revista da música :
Eu estava querendo fazer um show depois do disco e arranjar uma banda de peso. Isso para que o show tivesse o pique de música de peso, música mais animada, para dançar mesmo. Pensei em procurar o Oberdan (Magalhães, líder da banda Black Rio) para que ele me aconselhasse. Eu sabia que ele estava transando uma banda e um trabalho com o Dafé. E até pensei que fosse um trabalho fixo. Pensei 'de todo modo eu vou telefonar porque ele conhece todo mundo aqui no Rio'. Quando eu estava pensando nisso, ele pintou na minha casa. Trouxe a fita do elepê e pediu a minha opinião. Eu achei espetacular. Já tinha ouvido alguma coisa no disco do Dafé, mas nem sabia o nome da banda, nem nada. Sabia que eles queriam fazer uma coisa funk. Aí, Oberdan me disse que a banda era uma coisa separada, com disco e nome. Achei genial. E pensei 'seria ideal uma banda com esse nível, com esse peso, tocar comigo'. Mas não propus ao Oberdan por modéstia, pensei que não interessasse. Mas ele próprio me perguntou com quem o Gil estava tocando, pois eles queriam tocar com alguém. Comigo mesmo se eu quisesse. Eu disse, 'puxa, é exatamente o que estou procurando'. Porque o show é bem uma apresentação da banda. E eu fiz questão que fosse assim, porque eles são músicos muito bons. No Brasil tem muito instrumentista bom, muito músico bom, e não tem muito mercado. E quanto mais a gente pode trabalhar nesse sentido, melhor. Esse aspecto tem muita importância para mim.
O sentimento deles é muito jazz-Rio. Quer dizer, samba e jazz carioca, que é a formação musical de quase todos eles. Agora, o resultado é de nível elevadíssimo. Musical, profissional e sob todos os pontos de vista. E cada um deles individualmente, é um grande músico. Então, eu conseguir, hoje em dia, conviver numa boa, num trabalho com esses músicos é uma coisa espetacular. E eu acho que é espetacular para o ambiente. O que eu vi ontem na estreia, o que eu pretendo continuar vendo na temporada, tanto aqui como nos outros lugares em que a gente se apresentar, é que isso é uma coisa boa. Uma coisa que relmente é produtiva para o ambiente de música no Brasil.
Apresentado pelos cantores e compositores Chico Buarque de Hollanda e Caetano Veloso, o musical Chico & Caetano, gravado no Teatro Fênix, no Rio de Janeiro (RJ), foi exibido mensalmente, de 25 de abril a dezembro de 1986, indo ao ar na faixa denominada Sexta Super, sempre após a novela das oito (inicialmente Selva de Pedra e, posteriormente Roda de Fogo), às 21h30 da noite.
Dirigido e criado por Daniel Filho e escrito por Luiz Carlos Maciel e Nelson Motta, Chico & Caetano tinha como objetivo promover grandes encontros entre músicos, brasileiros ou estrangeiros através de um roteiro bastante aberto, elaborado por Nelson Motta, onde os dois anfitriões cantavam e conduziam o espetáculo de outros cantores a fim de fazer do programa um ponto de encontro entre amigos.
Passaram pelo palco do Teatro Fênix representantes de diversos estilos, entre os quais Cazuza, Elizeth Cardoso, Elza Soares, Evandro Mesquita, Gilberto Gil, João Bosco, Jorge Ben Jor, Legião Urbana, Luiz Caldas, Maria Bethânia, Os Paralamas do Sucesso, Paulinho da Viola, Rita Lee e os estrangeiros Astor Piazzola, Mercedes Sosa, Pablo Milanés e Silvio Rodriguez.
A série, dirigida por Roberto Talma, foi exibida em nove programas.
No dia 15 de agosto de 1986, o cantor Tim Maia, que chegara a ensaiar na véspera, não compareceu à gravação, o que levou a equipe de produção a alterar a estrutura do programa, exibindo trechos do ensaio.
A Divisão de Censura da Superintendência da Polícia Federal vetou a execução da música Merda ("Boa sorte!", no jargão teatral), de Caetano Veloso. Além do uso de uma linguagem considerada imprópria pelas autoridades, a música também fazia referência ao uso de drogas ("Nem a loucura do amor/da maconha, do pó, do tabaco e do álcool/vale a loucura do ator").
O projeto de cenografia de Mário Monteiro para Chico & Caetano foi o mais discreto possível: um cenário branco-e-preto com o fundo por vezes escondido por uma névoa, e apenas alguns fachos de luz iluminando os artistas.
O programa acabou gerando um LP, Os melhores momentos de Chico & Caetano, lançado pela gravadora Som Livre em meados de novembro de 1986. Entre as músicas do disco estavam Águas de março, com Caetano, Chico e Tom Jobim; Adiós Nonino, com Astor Piazzola; e Festa imodesta, com Chico e Caetano. Curiosamente, a polêmica Merda também fez parte do disco.
Fontes: Depoimento concedido ao Memória Globo por: Nelson Motta (10/05/2002); Boletim de Programação da Rede Globo números 693, 700, 728, 731, 816; MAIA, Paulo. "Disparates desiguais" In: O Estado de S. Paulo, 21/08/1986; "Censura veta 'Merda' para a TV" In: Folha de São Paulo, 24/04/1986; "Não há recurso para 'Merda'" In: Folha de São Paulo, 25/04/1986; "Uma festa imodesta"
O trailer aqui apresentado traz como convidados Luiz Caldas, Maria Bethânia e Rita Lee e foi ao ar as 23:00 hs. de sexta-feira, 6 de maio de 2011, como parte da programação especial pelo 1º aniversário do canal fechado VIVA, a TV Globo em Flash Back.
O pato vinha cantando alegremente, quém, quém
Quando um marreco sorridente pediu
Pra entrar também no samba, no samba, no samba
O ganso gostou da dupla e fez também quém, quém
Olhou pro cisne e disse assim "vem, vem"
Que o quarteto ficará bem, muito bom, muito bem
Na beira da lagoa foram ensaiar
Para começar o tico-tico no fubá
A voz do pato era mesmo um desacato
Jogo de cena com o ganso era mato
Mas eu gostei do final quando caíram n'água
E ensaiando o vocal
Quém, quém, quém, quém
Quém, quém, quém, quém
Phono 73 – O canto de um povo é um álbum ao vivo que apresenta uma seleção das melhores apresentações realizadas durante o festival de música realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, entre 11 e 13 de maio de 1973, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da dita MPB e resolveu reuni-los em um grande evento de marketing --embora a palavra não fosse usual na época-- que também tinha um inevitável viés político, já que se vivia o período mais repressivo da ditadura militar.
"Os militares achavam que a gravadora estava cheia de comunistas, e os artistas nos viam como direitistas. Na verdade, o que nós queríamos era gravar boa música brasileira", diz Armando Pittigliani, então diretor do departamento de serviços criativos (marketing no jargão de hoje) da Phonogram e diretor-geral do Phono 73.
O lado promocional era nítido, tanto que a gravadora, pouco antes do festival, reuniu os artistas para uma foto que usou em um anúncio com a frase "Só nos falta o Roberto". Mas o Rei nunca foi.
O que importa hoje, no entanto, é outro lado: o da contestação, política e estética, o do registro de artistas em momentos tão criativos quanto tensos. O exemplo mais claro é o de Gil e Chico Buarque, que tinham acabado de compor --e ter censurada-- "Cálice".
Resolveram levar a música para o palco e tiveram os sons de seus microfones cortados por ordem de policiais. Como o som da mesa de áudio permaneceu ligado, ficou guardado o que Chico disse após o corte: "Estão me aporrinhando muito. Esse negócio de desligar o som não estava no programa. Claro, estava no programa que eu não posso cantar a música ["Cálice'] nem "Anna de Amsterdam". Não vou cantar nenhuma das duas. Mas desligar o som não precisava não".
Só é possível ouvir essa fala nos extras do DVD --que é a grande novidade, já que as músicas tinham saído em três CDs. No disco também há algumas imagens de Chico, irritado, cantando "Cotidiano" e "Baioque". No fim desta, ele grita, fora do microfone mas de modo bem reconhecível: "Censura filha da puta!". A seu lado, os cantores do MPB-4 gritam sons desconexos para protestar.
LP: Volume três:
"Movimento dos Bancos" – Jards Macalé "Quinze Anos" – Nara Leão "Diz Que Fui por Aí" – Nara Leão "Trem das Onze" – Gal Costa "Sebastiana" – Gal Costa "Oração da Mãe Menininha" – Gal Costa e Maria Bethânia "Preciso Aprender a Só Ser" – Maria Bethânia "Trampolim" – Maria Bethânia "A Volta do Asa Branca" – Caetano Veloso
Phono 73 – O canto de um povo é um álbum ao vivo que apresenta uma seleção das melhores apresentações realizadas durante o festival de música realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, entre 11 e 13 de maio de 1973, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da dita MPB e resolveu reuni-los em um grande evento de marketing --embora a palavra não fosse usual na época-- que também tinha um inevitável viés político, já que se vivia o período mais repressivo da ditadura militar.
"Os militares achavam que a gravadora estava cheia de comunistas, e os artistas nos viam como direitistas. Na verdade, o que nós queríamos era gravar boa música brasileira", diz Armando Pittigliani, então diretor do departamento de serviços criativos (marketing no jargão de hoje) da Phonogram e diretor-geral do Phono 73.
O lado promocional era nítido, tanto que a gravadora, pouco antes do festival, reuniu os artistas para uma foto que usou em um anúncio com a frase "Só nos falta o Roberto". Mas o Rei nunca foi.
O que importa hoje, no entanto, é outro lado: o da contestação, política e estética, o do registro de artistas em momentos tão criativos quanto tensos. O exemplo mais claro é o de Gil e Chico Buarque, que tinham acabado de compor --e ter censurada-- "Cálice".
Resolveram levar a música para o palco e tiveram os sons de seus microfones cortados por ordem de policiais. Como o som da mesa de áudio permaneceu ligado, ficou guardado o que Chico disse após o corte: "Estão me aporrinhando muito. Esse negócio de desligar o som não estava no programa. Claro, estava no programa que eu não posso cantar a música ["Cálice'] nem "Anna de Amsterdam". Não vou cantar nenhuma das duas. Mas desligar o som não precisava não".
Só é possível ouvir essa fala nos extras do DVD --que é a grande novidade, já que as músicas tinham saído em três CDs. No disco também há algumas imagens de Chico, irritado, cantando "Cotidiano" e "Baioque". No fim desta, ele grita, fora do microfone mas de modo bem reconhecível: "Censura filha da puta!". A seu lado, os cantores do MPB-4 gritam sons desconexos para protestar.
LP:
Volume 1:
"Regra Três" – Toquinho e Vinicius "Samba de Orly" – Toquinho e Vinicius "Orgulho de um Sambista" – Jair Rodrigues "Sou da Madrugada" – Jair Rodrigues "Hino ao Senhor" – Wilson Simonal "Rock da Barata" – Jorge Mautner "Tudo se Transformou" – Caetano Veloso "Vou Tirar Você Desse Lugar" – Odair José e Caetano Veloso "Vai Depressa" – Ronnie Von "Loteria de Babilônia" – Raul Seixas "Me Acende Com Teu Fogo" – Erasmo Carlos "Sentado à Beira do Caminho" / "Foi Assim" / "Festa de Arromba" – Wanderléa e Erasmo Carlos
Não importam os problemas técnicos, as poucas imagens, os altos e baixos de qualidade. "Phono 73", é um documento histórico --ainda que, infelizmente, incompleto.
Phono 73 foi um festival realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, entre 11 e 13 de maio de 1973, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da dita MPB e resolveu reuni-los em um grande evento de marketing --embora a palavra não fosse usual na época-- que também tinha um inevitável viés político, já que se vivia o período mais repressivo da ditadura militar.
"Os militares achavam que a gravadora estava cheia de comunistas, e os artistas nos viam como direitistas. Na verdade, o que nós queríamos era gravar boa música brasileira", diz Armando Pittigliani, então diretor do departamento de serviços criativos (marketing no jargão de hoje) da Phonogram e diretor-geral do Phono 73.
O lado promocional era nítido, tanto que a gravadora, pouco antes do festival, reuniu os artistas para uma foto que usou em um anúncio com a frase "Só nos falta o Roberto". Mas o Rei nunca foi.
O que importa hoje, no entanto, é outro lado: o da contestação, política e estética, o do registro de artistas em momentos tão criativos quanto tensos. O exemplo mais claro é o de Gil e Chico Buarque, que tinham acabado de compor --e ter censurada-- "Cálice". Resolveram levar a música para o palco e tiveram os sons de seus microfones cortados por ordem de policiais.
O que vão pensar
O DVD dura apenas 35 minutos. Foi o que sobrou das imagens feitas na época por Guga de Oliveira. Como ele e a Phonogram não se acertaram, o filme planejado nunca saiu e os negativos de 35 mm foram se deteriorando.
Mas há imagens incríveis como a de Caetano Veloso totalmente performático em "A Volta da Asa Branca" (Luiz Gonzaga/Zé Dantas): ele simula cantoria de cego, emenda outras músicas, joga-se no chão e dança como que em transe. Em outra cena, ele se ajoelha aos pés de Jorge Ben (Jor), enquanto este improvisa com Gil.
Vaias e beijos
Uma vaia --não-audível-- sofreu Elis Regina ao subir ao palco. Ela tinha cantado há pouco tempo nas Olimpíadas do Exército e sabia o que lhe esperava. Esperou as vaias diminuírem, atacou de "Cabaré" (João Bosco/ Aldir Blanc) e foi ovacionada. Está no DVD, assim como a famosa foto de Maria Bethânia e Gal Costa beijando-se na boca.
Toquinho, Vinicius, Erasmo Carlos, Raul Seixas, Sérgio Sampaio, Jair Rodrigues, Wilson Simonal, Jorge Mautner, Wanderléa, Ronnie Von... Há mais e mais diversa gente nos CDs e no DVD. Não dá para chamar de "O canto de um povo", como estava no encarte dos dois LPs originais e é o subtítulo da caixa. Mas é o canto de uma época em que se acreditava cantar em nome de um povo.
01 - "Caramba!" / "Galileu da Galiléia" / "Que Nega é essa?" / "De Manhã" / "Mas Que Nada" – Jorge Ben 02 - "Meu Pai Oxalá" – Toquinho e Vinicius 03 - "Cabaré" – Elis Regina 04 - "Tutti Frutti" / "Let Me Sing Let Me Sing" / "As Minas do Rei Salomão" – Raul Seixas 05 - "Cálice" – Chico Buarque e Gilberto Gil 06 - "Cotidiano" / "Baioque" – Chico Buarque 07 - "Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua" – Sérgio Sampaio 08 - "Sebastiana" – Gal Costa 09 - "Rosa dos Ventos" – Maria Bethânia 10 - "Oração da Mãe Menininha" – Gal Costa e Maria Bethânia 11 - "Meio de Campo" – Gilberto Gil 12 - "Jazz Potatoes" / "Filhos de Gandhi" – Gilberto Gil e Jorge Ben 13 - "A Volta da Asa Branca" / "Eu Só Quero um Xodó" / "Baião" – Caetano Veloso
a bossa nova e foda foi atração de abertura diz caetano " o grito do brasil "cantou voce não entende nada gravada no disco " chico e caetano juntos e ao vivo " de 1972 tambem no show teve " triste bahia " e '' alguem cantando " do disco "transa" de 1972 este ano se predominou
tambem"mãe"gravada pela " gal costa " em 1978 caetano cantou , " reconvexo " ( musica feita para " dona canõ") sua mae teve a participaçao de " lucinha " ( mae de " cazuza")
caetano canta a musica " eclipse oculto " tem presente as 10 primeiras musicas do disco " abraçaço " exceto " gayana " e luz da tieta famosa no " bis "