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terça-feira, 24 de março de 2015

" Quando O Carnaval Chegar " - Trilha Sonora Do Filme - Chico Buarque , Maria Bethânia e Nara Leão - Completo - 1972




1972 - Philips/Phonogram - Trilha Sonora Do Filme " Quando o Carnaval Chegar " De Cacá Diegues .

Maria Bethânia , Chico Buarque e Nara Leão .

Participação de : Mpb-4

Faixas:

01. [00:00] - Mambembe (instrumental)
02. [01:57] - Baioque
03. [05:21] - Caçada
04. [08:21] - Mais uma Estrela
05. [10:18] - Quando o Carnaval chegar
06. [13:10] - Minha Embaixada chegou
07. [15:27] - Soneto (instrumental)
08. [16:32] - Mambembe
09. [18:24] - Soneto 
10. [20:29] - Partido Alto
11. [23:57] - Bom conselho
12. [25:58] - Frevo de Orfeu
13. [28:07] - Formosa
14. [30:56] - Cantores do Rádio 

sábado, 28 de fevereiro de 2015

PHONO 73 • O Canto De Um Povo (Disco 3 - album completo)




Phono 73 – O canto de um povo é um álbum ao vivo que apresenta uma seleção das melhores apresentações realizadas durante o festival de música realizado no Palácio de Convenções do Anhembi, entre 11 e 13 de maio de 1973, com todo o elenco da Phonogram, hoje Universal. A multinacional tinha quase todos os grandes nomes da dita MPB e resolveu reuni-los em um grande evento de marketing --embora a palavra não fosse usual na época-- que também tinha um inevitável viés político, já que se vivia o período mais repressivo da ditadura militar.

"Os militares achavam que a gravadora estava cheia de comunistas, e os artistas nos viam como direitistas. Na verdade, o que nós queríamos era gravar boa música brasileira", diz Armando Pittigliani, então diretor do departamento de serviços criativos (marketing no jargão de hoje) da Phonogram e diretor-geral do Phono 73.

O lado promocional era nítido, tanto que a gravadora, pouco antes do festival, reuniu os artistas para uma foto que usou em um anúncio com a frase "Só nos falta o Roberto". Mas o Rei nunca foi.

O que importa hoje, no entanto, é outro lado: o da contestação, política e estética, o do registro de artistas em momentos tão criativos quanto tensos. O exemplo mais claro é o de Gil e Chico Buarque, que tinham acabado de compor --e ter censurada-- "Cálice".

Resolveram levar a música para o palco e tiveram os sons de seus microfones cortados por ordem de policiais. Como o som da mesa de áudio permaneceu ligado, ficou guardado o que Chico disse após o corte: "Estão me aporrinhando muito. Esse negócio de desligar o som não estava no programa. Claro, estava no programa que eu não posso cantar a música ["Cálice'] nem "Anna de Amsterdam". Não vou cantar nenhuma das duas. Mas desligar o som não precisava não".

Só é possível ouvir essa fala nos extras do DVD --que é a grande novidade, já que as músicas tinham saído em três CDs. No disco também há algumas imagens de Chico, irritado, cantando "Cotidiano" e "Baioque". No fim desta, ele grita, fora do microfone mas de modo bem reconhecível: "Censura filha da puta!". A seu lado, os cantores do MPB-4 gritam sons desconexos para protestar.

LP: Volume três:

"Movimento dos Bancos" – Jards Macalé
"Quinze Anos" – Nara Leão
"Diz Que Fui por Aí" – Nara Leão
"Trem das Onze" – Gal Costa
"Sebastiana" – Gal Costa
"Oração da Mãe Menininha" – Gal Costa e Maria Bethânia
"Preciso Aprender a Só Ser" – Maria Bethânia
"Trampolim" – Maria Bethânia
"A Volta do Asa Branca" – Caetano Veloso